Insonias
Chegou finalmente a oportunidade de escrever sobre algo que nunca por aqui se falou, pelo menos não na íntegra.
O amor, esse sentimento estranho que todos os seres humanos têm a oportunidade de sentir pelo menos uma vez na vida. Atinge todos, tenham um coração de algodão ou de pedra, sejam tímidos ou extrovertidos. Um sentimento curioso, que afeta todos os nossos sentidos, ouvimos e vemos só aquilo que queremos, o olfacto começa apenas a reconhecer um determinado aroma e parece que o detetamos em qualquer lugar. Quando estamos apaixonados mudamos-nos de malas e bagagens para o planeta mais longínquo do universo, tudo só para ninguém nos obrigar a pensar em algo que não seja "aquela pessoa".
Para mim o "falling in love" é como adormecer quando tenho pouco sono, vou pensando e pensando até deixar os pensamentos prosseguirem, quando menos esperar já estou a dormir, o problema é quando tenho a interrupção do pensamento, o que me faz voltar a trás e começar o trajeto todo outra vez, no "apaixonar-se" acontece algo semelhante, conhecemos alguém, conversamos, conversamos, encontramos pontos que nos agradam e que achamos interessantes, quando percebemos já não conseguimos viver sem falar com essa pessoa, ou seja, estamos apaixonados. O problema é, quando há a interrupção demasiadas vezes dessa evolução, e temos de recomeçar o trajeto com tanta frequência que começamos a desanimar, assim como quando estamos prontinhos para dormir, mas estamos com aquela insonia que nos mata, no dia seguinte estamos cansados.
Chega de comparações e metáforas, desejo a toda a gente que sofra destas insonias que reencontre o seu caminho, reencontre sim, porque todos nós sabemos como encontrá-lo, pelo menos já aprendemos em vidas anteriores.